Peptídeo C na diabetes tipo 2: o que é, para que serve e o que significa nos seus exames

O PepC é produzido no pâncreas, juntamente com a hormona Insulina, a partir da  mesma molécula – a Pró-insulina. 

Após a pró-insulina sofrer uma clivagem a hormona Insulina e o PepC (peptídeo formado por 31 aminoácidos) são produzidos em iguais quantidades.

Ou seja, os níveis de pepC traduzem a quantidade de Insulina que é produzida. Este aspeto é da maior relevância, e dá-nos muita informação, nomeadamente em relação à duração da doença, e à eventual necessidade de insulinoterapia.

Insulino-resistência

Insulino-resistência: da Suspeita ao Diagnóstico

A insulino-resistência é uma condição patológica muito prevalente e que está na base de inúmeras doenças nomeadamente a diabetes tipo 2.

A sua presença duplica o risco de Enfarte cardíaco e AVC.

A suspeita de Insulino-resistência geralmente surge da integração de diferentes dados provenientes da história clínica, exame físico, análises laboratoriais e exames de imagem.

O diagnóstico de insulino-resistência é em geral feito através de índices analíticos como por exemplo o Homeostatic model assessment (HOMA).

O que é afinal a Insulino-resistência?

A insulino-resistência é o fenómeno que está na base de múltiplas doenças, nomeadamente da diabetes tipo 2 e obesidade (= Diabesidade); doença cardiovascular, cancro e doença neurológica. Numa fase inicial a insulino-resistência condiciona níveis elevados de insulina no sangue (hiperinsulinemia), o que pode atrasar o diagnóstico de diabetes tipo 2 por impedir a elevação significativa da glicemia. A perpetuação crónica de um estado de insulino-resistência pode levar a falência da produção e secreção de insulina pelo pâncreas, levando a um estado declarado de diabetes com dependência de insulinoterapia.

Quais os valores alvo recomendados para o controlo glicémico na Diabetes tipo 2?

O controlo glicémico é fundamental na gestão da diabetes tipo 2 e prevenção das suas complicações. A HbA1c e a automonitorização da glicemia são ferramentas importantes na avaliação do controlo glicémico. Os objetivos preconizados para a maioria dos adultos com diabetes tipo 2 são: HbA1c <7%; Glicemias jejum (antes da refeição): 80-130mg/dl e após a refeição: < 180mg/dl.

Pré-diabetes: o que é, riscos e como prevenir a diabetes tipo 2

Ninguém fica com Diabetes tipo 2 de um dia para o outro. Sabemos que em média o tempo de evolução até ao diagnóstico de diabetes é de 13 anos. E durante esse tempo o doente evolui num estado de pré-diabetes, também designada de Hiperglicemia intermédia, porque na verdade o que está a acontecer durante esse período entre outras coisas é o aumento progressivo da glicemia para valores intermédios entre o normal e valores diagnósticos de Diabetes

Diagnóstico da diabetes tipo 2: critérios, exames e quando suspeitar

O diagnóstico da diabetes tipo 2 é clínico e laboratorial: Glicemia jejum (de pelo menos 8 horas) > 126mg/dl;
Glicemia 2h após a ingestão de 75g de glicose > 200mg/dl (Prova de Tolerância à Glicose Oral); HbA1c > 6.5%; Glicemia ocasional > 200 mg/dl associada a sintomas de hiperglicemia.

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