Peptídeo C na diabetes tipo 2: o que é, para que serve e o que significa nos seus exames

O PepC é produzido no pâncreas, juntamente com a hormona Insulina, a partir da  mesma molécula – a Pró-insulina. 

Após a pró-insulina sofrer uma clivagem a hormona Insulina e o PepC (peptídeo formado por 31 aminoácidos) são produzidos em iguais quantidades.

Ou seja, os níveis de pepC traduzem a quantidade de Insulina que é produzida. Este aspeto é da maior relevância, e dá-nos muita informação, nomeadamente em relação à duração da doença, e à eventual necessidade de insulinoterapia.

Sono e diabetes tipo 2: como a qualidade do sono influencia a glicemia e o risco de doença

O sono adequado parece ter um papel importante no controlo da glicemia em doentes com diabetes tipo 2.
Quer a má qualidade do sono, quer  a privação ou sono demasiado longo podem favorecer o descontrolo da diabetes tipo 2. A duração ideal de sono parecem ser 7-8h/noite
A par de outros fatores de risco modificáveis, o sono também deverá ser tido em consideração na abordagem do doente com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

Colesterol na diabetes tipo 2: o risco cardiovascular vai muito além do LDL

Hoje em dia os doentes parecem entrar no consultório preocupados exclusivamente com uma questão: o valor do seu colesterol.

Acreditam que o valor de colesterol LDL (vulgar mas erradamente designado de “mau colesterol”), de forma isolada, vai determinar o seu futuro, o seu prognóstico cardiovascular.

Alguns doentes já vão inclusivamente sugerindo o início de medicação, nomeadamente uma “estatina” (medicação que bloqueia a produção de colesterol no organismo).

No meio de toda esta confusão e desinformação, particularmente os doentes diabéticos tipo 2 acabam por sofrer uma enorme ansiedade pelos motivos errados. Perdem o foco dos restantes problemas associados que têm igualmente de ser abordados, mas mais do que tudo permanecem pouco esclarecidos relativamente a este tema, o que dificulta todo o processo terapêutico.

É necessário que o foco da atenção se centre no que a evidência científica nos revela ser mais importante no que respeita ao metabolismo das “gorduras” nos doentes com diabetes tipo 2, obesidade e síndrome metabólica: a Dislipidemia aterogénica.

Exercício Físico e Diabetes tipo 2

O exercício físico é um dos pilares mais importantes para conservar um bom estado de saúde global.
A prática regular de exercício físico ajuda na prevenção, controlo e até reversão da Diabetes tipo 2.
Consequentemente, previne também as suas complicações, e reduz inclusivé a mortalidade cardiovascular e por todas as causas.

A ideia de que é uma obrigatoriedade a corrida de 1h ou uma longa sessão de ginásio para obter os benefícios do exercício está longe da realidade.

O simples aumento da atividade física cotidiana mesmo não se tratando de exercício estruturado é um bom ponto de partida para pessoas sedentárias.

Índice Glicémico e Carga Glicémica?

Todos os hidratos de carbono (HC), após a sua digestão, acabam por ser transformados em glicose para serem posteriormente utilizados como fonte energética.

Mas, isso não quer dizer que os HC sejam todos iguais, ou que tenham o mesmo impacto no nosso organismo, nomeadamente na glicemia.

Pelo contrário, existem vários tipos de HC, eles estão contidos em alimentos diferentes e o seu impacto na glicemia é bem distinto.

Foi desta constatação que surgiu na década de 1980´s o conceito de Índice Glicémico (IG). Este conceito foi introduzido por David Jenkins e a sua equipa na  Universidade de Toronto no Canadá e traduz a rapidez de digestão e absorção para a corrente sanguínea dos diferentes HC contidos nos diferentes alimentos.

A GENÉTICA E A DIABETES TIPO 2

A diabetes tipo 2 é uma doença essencialmente do estilo de vida, que acomete mais frequentemente pessoas com predisposição genética.

A adoção de um estilo de vida saudável, nomeadamente exercício físico regular e uma dieta adequada (por exemplo dieta Low carb: restrição de hidratos de carbono e açúcares), não só previne como pode reverter a doença.

7 medidas para tratar a Insulino-resistência

A insulino-resistência é um problema prevenível e até reversível, principalmente através de medidas de estilo de vida;
As principais medidas a adotar são: perda de peso (5-10% do peso corporal) preferencialmente através de uma alimentação Low carb e atividade física e exercício regulares; melhoria do sono; gestão do stress; evicção de tabaco; jejum intermitente;
Alguns medicamentos também podem melhorar a sensibilidade à insulina, como por exemplo a metformina.

Insulino-resistência

Insulino-resistência: da Suspeita ao Diagnóstico

A insulino-resistência é uma condição patológica muito prevalente e que está na base de inúmeras doenças nomeadamente a diabetes tipo 2.

A sua presença duplica o risco de Enfarte cardíaco e AVC.

A suspeita de Insulino-resistência geralmente surge da integração de diferentes dados provenientes da história clínica, exame físico, análises laboratoriais e exames de imagem.

O diagnóstico de insulino-resistência é em geral feito através de índices analíticos como por exemplo o Homeostatic model assessment (HOMA).

O que é afinal a Insulino-resistência?

A insulino-resistência é o fenómeno que está na base de múltiplas doenças, nomeadamente da diabetes tipo 2 e obesidade (= Diabesidade); doença cardiovascular, cancro e doença neurológica. Numa fase inicial a insulino-resistência condiciona níveis elevados de insulina no sangue (hiperinsulinemia), o que pode atrasar o diagnóstico de diabetes tipo 2 por impedir a elevação significativa da glicemia. A perpetuação crónica de um estado de insulino-resistência pode levar a falência da produção e secreção de insulina pelo pâncreas, levando a um estado declarado de diabetes com dependência de insulinoterapia.

Quais os valores alvo recomendados para o controlo glicémico na Diabetes tipo 2?

O controlo glicémico é fundamental na gestão da diabetes tipo 2 e prevenção das suas complicações. A HbA1c e a automonitorização da glicemia são ferramentas importantes na avaliação do controlo glicémico. Os objetivos preconizados para a maioria dos adultos com diabetes tipo 2 são: HbA1c <7%; Glicemias jejum (antes da refeição): 80-130mg/dl e após a refeição: < 180mg/dl.

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